Quanto custa energia solar em Natal e no RN em 2026?
Faixas de investimento por consumo, o que entra no preço e como comparar orçamentos sem cair no kit mais barato.
Ler artigo →O Fio B é a parte da tarifa que paga a rede de distribuição. Pela Lei 14.300, quem instalou energia solar depois de 7 de janeiro de 2023 paga essa parcela sobre a energia que injeta e compensa: 60% em 2026, 75% em 2027, 90% em 2028, e de 2029 em diante vale regra da ANEEL. A energia solar continua valendo a pena no RN porque a parcela de energia e o restante da tarifa seguem compensados e a irradiação é alta, mas o sistema precisa ser dimensionado com o Fio B na conta.
A tarifa de energia que você paga à COSERN tem duas grandes partes: a TE (tarifa de energia, o kWh em si) e a TUSD (tarifa de uso do sistema de distribuição, o "aluguel" dos fios, postes e transformadores). Dentro da TUSD existe a parcela chamada Fio B, que remunera a rede da própria distribuidora. Antes da Lei 14.300, quem tinha energia solar compensava 100% da tarifa a cada kWh injetado e depois consumido. A lei decidiu que, aos poucos, quem gera a própria energia passa a pagar o Fio B sobre essa energia compensada, porque continua usando a rede para injetar de dia e consumir à noite.
| Ano | Parcela do Fio B cobrada sobre a energia compensada |
|---|---|
| 2023 | 15% |
| 2024 | 30% |
| 2025 | 45% |
| 2026 | 60% |
| 2027 | 75% |
| 2028 | 90% |
| 2029 em diante | Regra definida pela ANEEL (art. 17 da lei), ainda não publicada |
Quem protocolou a solicitação de acesso na distribuidora até 7 de janeiro de 2023 tem direito adquirido às regras antigas (sem Fio B) até 31 de dezembro de 2045. Esse sistema não deve ser desfeito ou ter o titular trocado sem orientação, porque pode perder o benefício.
Na fatura de quem tem geração distribuída aparecem a energia consumida da rede, a energia injetada, a energia compensada e uma linha de cobrança sobre a energia compensada, que é o Fio B. Além disso, continua existindo o custo de disponibilidade (30, 50 ou 100 kWh conforme a ligação seja mono, bi ou trifásica) e a iluminação pública. Ou seja, mesmo com um sistema bem dimensionado, a conta nunca zera. Um bom estudo técnico mostra qual será a conta mínima depois do sistema, e não promete "conta zero".
Em números redondos, o Fio B representa algo em torno de um quarto a um terço da tarifa total. Em 2026, com 60% dessa parcela cobrada, o efeito é que cada kWh compensado deixa de valer 100% da tarifa e passa a valer algo próximo de 80% a 85%. Em 2028, com 90%, fica perto de 70% a 75%. É um impacto relevante, mas longe de anular o benefício, porque a maior parte da tarifa (a energia em si, encargos e a parcela do Fio A) continua sendo compensada integralmente.
Com o Fio B, o sistema ideal passa a ser o que maximiza o consumo simultâneo: energia gerada e usada na mesma hora, que não passa pela rede e não paga Fio B. Isso favorece algumas escolhas de projeto:
No Rio Grande do Norte, sim, para a maioria das casas com conta acima de R$ 400 e para a quase totalidade das empresas. Os motivos são objetivos: a irradiação de Natal está entre as maiores do país, a tarifa da COSERN subiu nos últimos anos e o preço dos equipamentos caiu muito em relação a 2019. O Fio B encurta a margem, não a elimina. O que ele exige é um projeto feito sobre a sua fatura real, e não sobre um kit padrão.
Mande a sua fatura da COSERN. A engenharia da Cabugi devolve a simulação ano a ano, considerando 60% em 2026, 75% em 2027 e 90% em 2028, com a conta mínima esperada depois do sistema.
Pedir simulação com Fio BSó para quem protocolou o acesso depois de 7 de janeiro de 2023. Sistemas anteriores mantêm a regra antiga até 2045, desde que não haja alteração que faça perder o enquadramento.
A lei diz que a partir de 2029 vale a regra que a ANEEL definir com base no cálculo de custos e benefícios da geração distribuída. Essa regra ainda não foi publicada. Pode ser 100% do Fio B, pode incluir outros componentes, pode ser diferente por distribuidora.
Em parte. Energia armazenada e consumida na própria casa não passa pela rede e não paga Fio B. Mas a bateria tem custo próprio, então só compensa por esse motivo em casos específicos; o motivo principal para bateria continua sendo manter a casa ligada quando falta energia.
Não. Sempre restam o custo de disponibilidade (30, 50 ou 100 kWh), a iluminação pública e, para sistemas pós-2023, o Fio B sobre a energia compensada. O estudo técnico mostra qual será a conta mínima.
Engenharia Cabugi SolarTexto produzido e revisado pela equipe técnica da Cabugi Solar, em Natal/RN. Projetos assinados por engenheiro, homologação na COSERN e pós-venda próprio. Atualizado em 28 de outubro de 2026.
Faixas de investimento por consumo, o que entra no preço e como comparar orçamentos sem cair no kit mais barato.
Ler artigo →Por que o sistema on-grid desliga junto com a rede e o que mantém geladeira, internet e portão funcionando.
Ler artigo →Diferença entre os dois, quanto a bateria acrescenta e um critério simples para decidir.
Ler artigo →Resposta rápida pelo WhatsApp com simulação de economia, investimento e prazo de retorno.
Chamar no WhatsApp