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Lei 14.300 · Fio B

Fio B em 2026: o que é, quanto pesa e se energia solar ainda vale a pena

O cronograma da Lei 14.300 ano a ano, como o Fio B aparece na conta da COSERN, quem tem direito adquirido até 2045 e o que muda no dimensionamento.

Publicado em 28 de outubro de 2026Leitura de 8 minEngenharia Cabugi Solar
Resposta curta

O Fio B é a parte da tarifa que paga a rede de distribuição. Pela Lei 14.300, quem instalou energia solar depois de 7 de janeiro de 2023 paga essa parcela sobre a energia que injeta e compensa: 60% em 2026, 75% em 2027, 90% em 2028, e de 2029 em diante vale regra da ANEEL. A energia solar continua valendo a pena no RN porque a parcela de energia e o restante da tarifa seguem compensados e a irradiação é alta, mas o sistema precisa ser dimensionado com o Fio B na conta.

O que é o Fio B

A tarifa de energia que você paga à COSERN tem duas grandes partes: a TE (tarifa de energia, o kWh em si) e a TUSD (tarifa de uso do sistema de distribuição, o "aluguel" dos fios, postes e transformadores). Dentro da TUSD existe a parcela chamada Fio B, que remunera a rede da própria distribuidora. Antes da Lei 14.300, quem tinha energia solar compensava 100% da tarifa a cada kWh injetado e depois consumido. A lei decidiu que, aos poucos, quem gera a própria energia passa a pagar o Fio B sobre essa energia compensada, porque continua usando a rede para injetar de dia e consumir à noite.

Cronograma da Lei 14.300

AnoParcela do Fio B cobrada sobre a energia compensada
202315%
202430%
202545%
202660%
202775%
202890%
2029 em dianteRegra definida pela ANEEL (art. 17 da lei), ainda não publicada

Quem protocolou a solicitação de acesso na distribuidora até 7 de janeiro de 2023 tem direito adquirido às regras antigas (sem Fio B) até 31 de dezembro de 2045. Esse sistema não deve ser desfeito ou ter o titular trocado sem orientação, porque pode perder o benefício.

Como o Fio B aparece na conta da COSERN

Na fatura de quem tem geração distribuída aparecem a energia consumida da rede, a energia injetada, a energia compensada e uma linha de cobrança sobre a energia compensada, que é o Fio B. Além disso, continua existindo o custo de disponibilidade (30, 50 ou 100 kWh conforme a ligação seja mono, bi ou trifásica) e a iluminação pública. Ou seja, mesmo com um sistema bem dimensionado, a conta nunca zera. Um bom estudo técnico mostra qual será a conta mínima depois do sistema, e não promete "conta zero".

Quanto o Fio B pesa de verdade

Em números redondos, o Fio B representa algo em torno de um quarto a um terço da tarifa total. Em 2026, com 60% dessa parcela cobrada, o efeito é que cada kWh compensado deixa de valer 100% da tarifa e passa a valer algo próximo de 80% a 85%. Em 2028, com 90%, fica perto de 70% a 75%. É um impacto relevante, mas longe de anular o benefício, porque a maior parte da tarifa (a energia em si, encargos e a parcela do Fio A) continua sendo compensada integralmente.

Atenção aos simuladores. Boa parte dos simuladores online e das propostas rápidas ainda calcula a economia como se o Fio B não existisse. O resultado é uma conta de luz prometida menor do que a que vai chegar. Peça sempre a simulação com o Fio B do ano corrente e dos anos seguintes.

O que muda no dimensionamento

Com o Fio B, o sistema ideal passa a ser o que maximiza o consumo simultâneo: energia gerada e usada na mesma hora, que não passa pela rede e não paga Fio B. Isso favorece algumas escolhas de projeto:

  • Deslocar consumo para o dia: bomba de piscina, máquina de lavar, aquecimento de água e carregamento de carro elétrico programados para o horário de sol.
  • Não superdimensionar: injetar muito mais do que se consome gera crédito que será compensado pagando Fio B.
  • Avaliar bateria quando há queda de energia frequente ou consumo concentrado à noite: o sistema híbrido guarda a energia do meio-dia para a noite, sem passar pela rede.

Então, ainda vale a pena?

No Rio Grande do Norte, sim, para a maioria das casas com conta acima de R$ 400 e para a quase totalidade das empresas. Os motivos são objetivos: a irradiação de Natal está entre as maiores do país, a tarifa da COSERN subiu nos últimos anos e o preço dos equipamentos caiu muito em relação a 2019. O Fio B encurta a margem, não a elimina. O que ele exige é um projeto feito sobre a sua fatura real, e não sobre um kit padrão.

Receba a economia real, com o Fio B na conta

Mande a sua fatura da COSERN. A engenharia da Cabugi devolve a simulação ano a ano, considerando 60% em 2026, 75% em 2027 e 90% em 2028, com a conta mínima esperada depois do sistema.

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Perguntas frequentes

O Fio B vale para quem já tem energia solar?

Só para quem protocolou o acesso depois de 7 de janeiro de 2023. Sistemas anteriores mantêm a regra antiga até 2045, desde que não haja alteração que faça perder o enquadramento.

Em 2029 o Fio B vai a 100%?

A lei diz que a partir de 2029 vale a regra que a ANEEL definir com base no cálculo de custos e benefícios da geração distribuída. Essa regra ainda não foi publicada. Pode ser 100% do Fio B, pode incluir outros componentes, pode ser diferente por distribuidora.

Bateria evita o Fio B?

Em parte. Energia armazenada e consumida na própria casa não passa pela rede e não paga Fio B. Mas a bateria tem custo próprio, então só compensa por esse motivo em casos específicos; o motivo principal para bateria continua sendo manter a casa ligada quando falta energia.

A conta vai zerar com energia solar?

Não. Sempre restam o custo de disponibilidade (30, 50 ou 100 kWh), a iluminação pública e, para sistemas pós-2023, o Fio B sobre a energia compensada. O estudo técnico mostra qual será a conta mínima.

CS

Engenharia Cabugi SolarTexto produzido e revisado pela equipe técnica da Cabugi Solar, em Natal/RN. Projetos assinados por engenheiro, homologação na COSERN e pós-venda próprio. Atualizado em 28 de outubro de 2026.

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