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Tarifa horária da ANEEL para quem consome mais de 1.000 kWh: o que muda

A proposta de tornar a tarifa horária o padrão para grandes consumidores de baixa tensão, em que pé está, quem seria atingido no RN e como energia solar e bateria mudam essa conta.

Publicado em 28 de outubro de 2026Leitura de 7 minEngenharia Cabugi Solar
Resposta curta

A ANEEL propôs, em novembro de 2025, que consumidores de baixa tensão com consumo igual ou acima de 1.000 kWh por mês passem automaticamente para a tarifa horária (energia mais barata no meio do dia e mais cara no início da noite). A consulta pública ficou aberta de 10 de dezembro de 2025 a 9 de março de 2026 e, até a data deste artigo, não havia decisão final publicada. Se aprovada, casas grandes, comércios e pequenas indústrias em baixa tensão passam a pagar mais pela energia entre o fim da tarde e o começo da noite, o que favorece quem gera de dia e armazena para a noite.

O que é a tarifa horária

Hoje a maioria das casas e comércios em baixa tensão paga a tarifa convencional: o mesmo preço por kWh a qualquer hora. A tarifa horária (hoje chamada Tarifa Branca, opcional) divide o dia em postos: fora de ponta, intermediário e ponta, com preços diferentes nos dias úteis e tarifa única e mais baixa nos fins de semana e feriados. Na COSERN, o posto de ponta fica no início da noite, quando todo mundo chega em casa, liga o ar-condicionado e o chuveiro ao mesmo tempo.

O que a ANEEL propôs

Em 6 de novembro de 2025 a ANEEL apresentou uma proposta de modernização tarifária que, entre outros pontos, torna a tarifa horária o padrão (e não mais opcional) para consumidores de baixa tensão com consumo mensal igual ou superior a 1 MWh, ou seja, 1.000 kWh. Segundo a agência, são cerca de 2,5 milhões de unidades no país. A ideia é que a energia fique mais barata no meio do dia, quando sobra geração solar na rede, e mais cara das 18h às 21h, quando o sistema está mais carregado.

ItemSituação em outubro de 2026
Quem seria atingidoBaixa tensão com consumo igual ou acima de 1.000 kWh/mês (casas grandes, comércios, pequenas indústrias, condomínios)
Consulta públicaDe 10/12/2025 a 09/03/2026
Decisão finalNão publicada até a data deste artigo
Quem tem energia solarA consulta avaliou expressamente o impacto para quem tem micro e minigeração
Isso ainda pode mudar. Consulta pública não é decisão. A regra final pode trazer outro limite de consumo, outra data de início ou uma transição gradual. A Cabugi acompanha e atualiza este artigo quando a ANEEL publicar a resolução.

Quem consome mais de 1.000 kWh no RN

Com a tarifa da COSERN de 2026, 1.000 kWh por mês dá uma conta na faixa de R$ 900 a R$ 1.000. No Rio Grande do Norte isso é comum em casas de alto padrão com vários ar-condicionados e piscina, casas de praia em alta temporada, pousadas pequenas, padarias, restaurantes, clínicas, academias, mercadinhos e condomínios com áreas comuns grandes. Boa parte dos clientes residenciais da Cabugi em Natal, Parnamirim e no litoral está nessa faixa.

O que muda para quem tem energia solar

Na tarifa horária, o kWh que você injeta de dia vale o preço do posto fora de ponta, e o kWh que você consome da rede à noite custa o preço do posto de ponta. Ou seja, a compensação deixa de ser "um por um" e passa a ser por valor, e a regra de como os créditos serão valorados é um dos pontos que a consulta pública discutiu. Dois efeitos práticos:

  • Sistemas on-grid dimensionados para "zerar" a conta continuam reduzindo muito a fatura, mas a economia por kWh injetado tende a ficar menor, porque injetam no posto mais barato.
  • Deslocar consumo para o dia (bomba de piscina, máquina de lavar, aquecimento de água, carregador do carro elétrico) passa a valer ainda mais, porque evita comprar energia no posto caro.

Onde a bateria entra

A tarifa horária é, tecnicamente, o cenário em que a bateria residencial faz mais sentido econômico: carregar com o sol do meio-dia (ou com a rede no posto barato) e descarregar das 18h às 21h, quando o kWh fica mais caro. Para quem consome acima de 1.000 kWh e tem o pico de uso à noite, o sistema híbrido deixa de ser só uma proteção contra queda de energia e passa a ser uma ferramenta de tarifa. Para comércios maiores, em média tensão, a lógica é a mesma, só que com os nomes de demanda e ponta: é o caso do BESS.

O que fazer agora

  1. Olhe a sua fatura: se o consumo médio passa de 1.000 kWh, você está no grupo da proposta.
  2. Peça a simulação nas duas tarifas. A Cabugi usa o seu histórico de consumo e, quando possível, a curva de carga medida, para mostrar a conta na convencional e na horária.
  3. Se for instalar solar agora, peça inversor híbrido já preparado para bateria. O custo extra é pequeno e evita trocar equipamento se a regra mudar.
  4. Se já tem solar, programe as cargas pesadas para o dia e avalie a bateria quando a ANEEL publicar a decisão.

Sua conta passa de 1.000 kWh?

Mande a fatura. A engenharia da Cabugi simula a conta na tarifa convencional e na horária e diz, por escrito, o que compensa no seu caso: solar, solar com bateria, ou só deslocar consumo.

Pedir simulação

Perguntas frequentes

A tarifa horária já está valendo?

Não como obrigatória. Até outubro de 2026 a Tarifa Branca continua opcional para baixa tensão. A proposta da ANEEL de torná-la automática para quem consome 1.000 kWh ou mais passou por consulta pública e aguarda decisão.

Quais são os horários de ponta na COSERN?

Na tarifa branca da COSERN, o posto de ponta fica no início da noite nos dias úteis, com um posto intermediário antes e depois; fins de semana e feriados são inteiros fora de ponta. Os horários exatos constam na resolução tarifária da distribuidora e podem mudar na proposta nova.

Quem tem energia solar perde com a tarifa horária?

Perde parte da vantagem se injeta tudo de dia e consome tudo à noite sem bateria. Mantém ou ganha se consome de dia, se tem bateria ou se dimensiona o sistema já com a nova regra. O estudo técnico mostra os dois cenários.

Posso escolher ficar na tarifa convencional?

Pela proposta, não para quem estiver acima do limite de consumo: a migração seria automática. Esse é um dos pontos discutidos na consulta pública e pode mudar na regra final.

CS

Engenharia Cabugi SolarTexto produzido e revisado pela equipe técnica da Cabugi Solar, em Natal/RN. Projetos assinados por engenheiro, homologação na COSERN e pós-venda próprio. Atualizado em 28 de outubro de 2026.

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